segunda-feira, 7 de março de 2011

7º CARNAVAL DOS CARNAVAIS AQUECE A ECONOMIA DA QUARTA CIDADE MAIS ANTIGA DO PAÍS

 
George Freire
Um dos pontos positivos do carnaval é a geração de empregos. Nesse sentido, um dos setores mais beneficiados durante a festa é o comércio. E na quarta cidade mais antiga do país não é diferente. A Prefeitura Municipal de São Cristóvão realizou o cadastramento de cerca de cem comerciantes, divididos em quatro categorias: tenda, towner, barraca e isopor. 
Os vendedores só precisaram se dirigir à sede da Secretaria Municipal da Fazenda (Semfaz), munidos da documentação necessárias e da quantia em dinheiro determinada por tabela. De acordo com George Freire, coordenador de fiscalização e tributos da Sefaz, a Prefeitura Municipal estipulou valores diferentes para um tipo de comercialização e também deu um bom desconto aos vendedores que residem em São Cristóvão.
“Os comerciantes tiveram quase quinze dias para se cadastrarem na Semfaz. O período de cadastramento aconteceu de 14 a 28 de fevereiro. A única exigência era levar originais e cópias da carteira de identidade, CPF e comprovante de residência para os residentes em São Cristóvão, pois estes tiveram direito a 50% de desconto na taxa cobrada”, disse.
Ainda segundo o coordenador, a Prefeitura estabeleceu que para os comerciantes das tendas, towners (vans conhecidas por vender cachorro quente e pizzas) e barracas, o valor da taxa sem desconto seria de R$ 140. Já para os vendedores que utilizam apenas o isopor, o valor da taxa foi de R$ 100 sem o desconto.
Orzenilson Santos
O valor cobrado agradou os comerciantes, principalmente por causa do desconto. Para a dona de casa Maria Aparecida dos Santos, 41 anos, moradora do Alto da Divinéia que pagou R$ 70 para montar sua tenda, foi uma boa oportunidade de reforçar a renda familiar. “Só armo minha tenda nas festas para ajudar meu marido. Aqui, vendo bolo, cachorro quente, batata frita, churrasquinho, refrigerante e cerveja. É um negócio que me ajuda muito”, afirma.
Dona Maria Aparecida conta ainda que só vai para casa depois do carnaval, mas que o esforço vale à pena. “A gente acaba tendo que dormir aqui na praça, porque na manhã seguinte já tem os bloquinhos. Não dá para desarmar a tenda. Mas o que a gente arrecada acaba fazendo tudo isso valer à pena”, diz.
Outro que se mostra satisfeito com as vendas durante o carnaval é Orzenilson Santos. De acordo com o ambulante os lucros aumentaram em relação ao ano passado. “tenho tirado R$120 por dia. Bem acima do que consegui no carnaval de 2010”, conta.
Maria Aparecida


Texto: Gabriel Cardoso
Foto: Grazziele  Santos





  



            







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